Manual dos Apps

Como usar cada tela, do primeiro clique ao envio da série — dados públicos do ONS, sem cadastro e sem instalação

Todos os aplicativos são abertos e leem dados públicos (ONS, CCEE, ANEEL, INMET, CEMADEN, GOES). Nada é instalado e nenhum dado da sua operação é enviado para cá. Os horários aparecem sempre em BRT (UTC−3). Este manual não substitui os Procedimentos de Rede do ONS: quando o app cita um item de norma, o item é o que vale.

Índice

  1. bigUsinas — ativos, alarmes e medição
  2. bigCurt — o corte do SIN e o relatório do seu parque
  3. bigSIN — o mapa do sistema
  4. App Unificado — mapa e analítica na mesma tela
  5. bigBESS — armazenamento
  6. bigAlertas — raios e tempo severo no Telegram
  7. As cores da validez, semi-hora a semi-hora
  8. Preencher a série no SAGER com as usinas irmãs
  9. Glossário curto

bigUsinas — ativos, alarmes e medição

A ficha de cada usina, subestação e linha do SIN: alarme de agora, KPIs do mês, validez da medição, previsão e rede do ponto de conexão.

Como chegar: Busque pelo nome da usina, do conjunto, do operador ou do grupo na home. Também dá para entrar pela lista de operadores, grupos, subestações ou linhas.

Passo a passo

  1. Abra a página do seu grupo para ver todos os ativos de uma vez: o minimapa mostra onde estão os alarmes agora e os chips no topo resumem o que está aceso na janela das últimas 6 horas.
  2. Clique num ativo para abrir a ficha. O seletor no topo controla o período de TODOS os painéis da página: mês, dia ou intervalo.
  3. Em ALERTAS, os chips ficam sempre visíveis — apagados quando não há nada. Aceso significa evento em curso; passe o mouse para ver a fonte e o critério.
  4. Em KPIS, confira Geração, Fator de Capacidade, Medições Inválidas, Curtailment e Disponibilidade do mês escolhido.
  5. Em ENERGIA — MODELO × MEDIÇÃO, a Régua de Perdas abre a cascata da energia bruta até a contabilizada na CCEE, com a origem de cada número (medido, calculado, estimado ou típico de literatura).
  6. Role até VALIDEZ DOS DADOS POR SEMI-HORA para ver o mês inteiro célula a célula, e até MELHORIA POTENCIAL — RECUPERAÇÃO SAGER para o que ainda dá para recuperar.

O que observar

  • O chip Risco SAGER acende quando a medição fica inválida durante restrição — é o caso em que a Geração de Referência vai a zero e o corte deixa de ser contabilizado.
  • A janela de contestação no SAGER é de 3 dias úteis. O painel mostra a data-limite de cada mês.
  • FALHAS & DESLIGAMENTOS traz o que está fora na subestação de conexão, com vigência — útil para explicar corte por indisponibilidade externa (REL).
  • JANELA DE TRABALHO EM ALTURA usa vento e rajada previstos em faixa de semáforo, para programar subida em turbina com 72 h de antecedência.

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bigCurt — o corte do SIN e o relatório do seu parque

Contador ao vivo da energia cortada e do prejuízo a PLD, com relatório técnico por conjunto, operador ou grupo.

Como chegar: A home mostra o Brasil inteiro. Use a busca para filtrar por grupo, operador ou conjunto.

Passo a passo

  1. Na home, veja o acumulado do SIN: energia cortada, prejuízo a PLD e a abertura por fonte (eólica e solar) e por razão do corte.
  2. Busque sua empresa ou seu conjunto no campo do topo.
  3. Na página do escopo escolhido, use Baixar PDF para o relatório técnico completo e Baixar CSV para a série mensal.
  4. Selecionando um conjunto, também fica disponível a série das semi-horas com falha de medição, em CSV, com a estimativa recomposta e a origem de cada valor.

O que observar

  • REL é indisponibilidade externa de rede, CNF é confiabilidade elétrica e ENE é razão energética (sobreoferta) — a ressarcibilidade é diferente em cada uma.
  • O valor a PLD é o do submercado na hora do evento; correções por IPCA aparecem identificadas.
  • Tudo é gerado do dado público na hora: dois downloads no mesmo dia trazem o mesmo número, com o identificador do snapshot impresso no documento.

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bigSIN — o mapa do sistema

Geração, linhas, subestações, margem de escoamento e fenômenos ao vivo em um mapa só.

Como chegar: Abra o mapa e use a busca por subestação, usina, linha ou barra.

Passo a passo

  1. Escolha um preset no alto do painel de camadas (Operação, Vigilância, Clima, Renováveis, Planejamento, Mercado) — cada um liga o conjunto de camadas daquele uso.
  2. Ligue ou desligue camadas individualmente na árvore à esquerda; o contador ao lado de cada grupo mostra quantas feições estão no ar.
  3. No painel da direita, escolha como colorir subestações e linhas: por tensão, por hub ou por margem de escoamento.
  4. Clique numa feição para abrir o detalhe e seguir para a ficha completa do ativo.

O que observar

  • Margem de escoamento é o que sobra de capacidade no ponto — é o primeiro filtro para saber se um projeto novo cabe ali.
  • As camadas de fenômenos (raios, fogo, chuva, convecção) vêm de satélite e se atualizam sozinhas.
  • Geometria de linha vinda de mapa colaborativo é só o traçado; atributo elétrico (tensão, circuito) vem sempre de fonte oficial, e o que não casa com o cadastro do ONS aparece marcado como não confirmado.

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App Unificado — mapa e analítica na mesma tela

Para quem quer o mapa e os números do ativo lado a lado, sem trocar de aba.

Como chegar: Abra e selecione o ativo pelo mapa ou pela busca.

Passo a passo

  1. Selecione o ativo no mapa; o painel lateral carrega os indicadores do período escolhido.
  2. Troque o período no topo para comparar meses.
  3. Use o link da ficha completa quando precisar de todos os painéis do bigUsinas.

O que observar

  • É a mesma base dos outros apps — número divergente entre telas é sinal de período ou escopo diferente, não de fonte diferente.

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bigBESS — armazenamento

Onde a bateria faz sentido: capacidade, receita potencial e o contexto do leilão.

Como chegar: Abra o hub e navegue pelos painéis de projeto e de mercado.

Passo a passo

  1. Comece pelo panorama para entender o desenho vigente do leilão de capacidade.
  2. Use os painéis de projeto para comparar potência, duração e ponto de conexão.
  3. Cruze com a margem de escoamento do bigSIN antes de fechar um ponto.

O que observar

  • Preço e regra de leilão mudam por norma — o app mostra a data da fonte de cada número.

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bigAlertas — raios e tempo severo no Telegram

Aviso de descarga atmosférica e tempo severo perto dos seus ativos, direto no celular.

Como chegar: Pela página do bigAlertas ou pelo bot no Telegram.

Passo a passo

  1. Abra o bot e cadastre os ativos que quer monitorar.
  2. Defina o raio de alerta em quilômetros.
  3. Receba o aviso quando houver descarga dentro do raio, com distância e horário.

O que observar

  • A fonte é satélite geoestacionário; ausência de raio no mapa significa que o satélite não detectou naquele momento, não que a operação está segura.
  • O alerta serve para decidir parada de trabalho em altura e inspeção pós-evento.

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As cores da validez, semi-hora a semi-hora

  • Verde: medição válida. O dado chegou ao ONS e o cálculo do período usa o valor medido.
  • Vermelho: medição inválida e sem geração estimada. A Geração de Referência da usina vai a zero no período e o curtailment daquela semi-hora não é contabilizado.
  • Azul: medição inválida, porém com geração estimada pelo ONS — substituição feita. O curtailment daquela semi-hora JÁ é contabilizado; é o desfecho que se busca.
  • Cinza: período não ingerido.
  • O contorno da célula mostra a razão do corte (REL, CNF ou ENE). Célula vermelha com contorno é corte que não entrou na conta; célula azul com contorno é corte que entrou.
  • O flag de dado inválido é de telemetria, não de sensor: significa que o envio falhou por mais de seis minutos na semi-hora. Na maioria dos casos a medição existe no registrador da usina.

Preencher a série no SAGER com as usinas irmãs

  • Quando a medição não chega, o ONS aceita reconstrução a partir de séries de usinas do mesmo conjunto — as irmãs.
  • O painel ranqueia as irmãs por cobertura do período e por MWh recuperáveis, com a correlação histórica e a distância de cada uma, e classifica a defensibilidade da escolha.
  • A ordem de preferência é: registro da própria usina, depois a melhor irmã, depois o piso meteorológico. O rito da norma pede o dado da própria usina em primeiro lugar.
  • Baixe a série combinada já no formato de envio, ou o modelo em branco se preferir preencher com o seu próprio registro — e depois envie o seu CSV para conferência.
  • A janela ordinária de contestação é de 3 dias úteis. Fora dela, o período só volta a ser apurável se uma janela retroativa for aberta por norma.
  • O app rastreia por conta própria as revisões que o ONS faz depois do envio — a Geração de Referência restaurada aparece no painel, com data.

Glossário curto

  • Curtailment (constrained-off): energia que a usina poderia ter gerado e não gerou por ordem de restrição. Calculado como a diferença entre a geração de referência e a verificada, quando positiva.
  • Geração de Referência: quanto a usina teria gerado no período, na apuração do ONS. É ela que zera quando a medição falha.
  • REL: restrição por indisponibilidade externa de rede. CNF: por requisito de confiabilidade elétrica. ENE: por razão energética (sobreoferta).
  • Franquia: número de horas de indisponibilidade que não gera ressarcimento no regime ordinário, acumulado desde o início do ano civil — não é mensal.
  • PLD e CMO: o preço de liquidação das diferenças e o custo marginal de operação. A diferença entre eles no mesmo intervalo é o congestionamento da rede.
  • Fator de capacidade: geração no período dividida pelo que a potência instalada geraria naquele mesmo período.

Dúvida sobre uma tela específica ou quer um dado que ainda não está aqui? Escreva — a maior parte do que existe hoje nasceu de pedido de quem opera.